A 36ª Bienal de São Paulo abre ao público no Museu de Arte de Belém

Belém voltou a ocupar espaço de destaque no circuito nacional das artes, com a abertura ao público da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu de Arte de Belém (Mabe), localizado no Palácio Antônio Lemos. O primeiro dia da mostra, na sexta-feira, foi marcado por grande movimento de visitantes, entre moradores da capital, estudantes, turistas e pessoas interessadas em conhecer as obras e as diferentes linguagens da arte contemporânea.

Com o tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a exposição apresenta trabalhos que estimulam o público a refletir sobre os caminhos percorridos pelas pessoas, os encontros entre diferentes culturas, as transformações sociais e a relação com a natureza. A exposição permanece em Belém até 29 de novembro, com entrada gratuita.

Público acompanha de perto os trabalhos que integram a 36ª Bienal de São Paulo em Belém
Público prestigia a exposição e aproveita a programação cultural do Museu de Arte de Belém
Visitantes contemplam obras e instalações expostas nas salas Theodoro Braga e Antonieta Santos Feio

A realização da Bienal integra a nova programação do Mabe e marca uma nova etapa do museu, que passa por um processo de fortalecimento como espaço de preservação da memória, formação cultural e circulação de exposições. Para Belém, a presença da mostra amplia o acesso da população à produção artística contemporânea e reforça a cidade como destino de grandes eventos culturais.

Arte contemporânea dialoga com Belém

Visitantes circulam pelo Mabe e descobrem as diferentes propostas artísticas apresentadas pela Bienal

A exposição ocupa as salas Theodoro Braga e Antonieta Santos Feio, com obras que apresentam diferentes perspectivas sobre os deslocamentos humanos e as transformações vivenciadas pela sociedade.

Para a diretora do Departamento de Museus da secretaria de cultura, Elba Carvalho, receber a Bienal neste momento representa uma oportunidade de aproximar a população do Mabe e estabelecer uma relação entre o tema da exposição e a própria identidade de Belém.

“É uma honra receber a 36ª Bienal de São Paulo em Belém, sobretudo no nosso Museu de Arte de Belém, neste momento de reabertura e de entrega do museu para a cidade, para o povo, para quem ele realmente pertence. A exposição fala de caminhos que podem ser percorridos para além das estradas, e isso dialoga muito com Belém, uma cidade banhada pelas águas, que se desenvolveu a partir dos caminhos traçados pelos rios”, destaca Elba.

A diretora do Departamento de Museus da secretaria de cultura, Elba Carvalho, acompanhou a abertura da 36ª Bienal de São Paulo no Museu de Arte de Belém

Segundo a diretora, a mostra também convida o visitante a enxergar a arte como uma forma de viagem e descoberta.

“A arte nos propõe diversas viagens, diversos caminhos e diálogos. Por isso, receber essa exposição neste momento do Mabe é uma oportunidade muito importante para que o público vivencie tudo isso. É uma única exposição, mas com diferentes enfoques. Em uma das salas, há uma relação maior com as pessoas e seus trajetos; em outra, a questão da água e do estuário ganha mais destaque”, explica.

Público observa atentamente uma das obras apresentadas na exposição

Conexão com Belém

A relação entre a exposição e as características de Belém também foi considerada na concepção da itinerância. Para o cocurador da Bienal, Leonardo Matsuhei, o contexto cultural e geográfico da capital paraense estabelece uma conexão direta com as temáticas apresentadas pela mostra.

“O contexto cultural do território, o contexto geográfico de Belém, se conecta muito diretamente com as temáticas da Bienal. Então, também acho que não é só uma coincidência. Eu acho que tudo foi pensado para que faça sentido para diferentes públicos, diferentes localidades, diferentes populações.”

Ele reforça a relação entre o conceito da exposição e as características do território paraense, especialmente a diversidade cultural, os caminhos proporcionados pelos rios e a relação da população com a natureza.

Visitantes percorrem as salas do Mabe e apreciam as obras da 36ª Bienal de São Paulo

Para a coordenadora do Museu de Arte de Belém, Sanchis Santos, a escolha de Belém para receber novamente uma itinerância da Bienal também está relacionada às características culturais e ambientais da capital paraense.

“Belém foi escolhida também pela efe