“Nem todo viandante anda estradas — Da humanidade como prática” é o título da 36ª Bienal de São Paulo, que chegou ao Museu de Arte de Belém (Mabe) nesta quinta-feira. A exposição permanece aberta ao público até 29 de novembro, e propõe uma reflexão sobre a humanidade como verbo e prática viva diante de um cenário que exige a reimaginação das relações.
A chegada da mostra a Belém é uma iniciativa de Belém, por meio da secretaria de cultura, e integra as ações de valorização dos equipamentos culturais da capital paraense. A presença da Bienal coloca o Mabe na rota nacional de grandes eventos de arte contemporânea.
A exposição reúne vídeos, fotografias, esculturas e instalações de dez artistas brasileiros e estrangeiros.

Reconhecida como uma das principais exposições de arte contemporânea do mundo, a Bienal de São Paulo retorna a Belém pela terceira vez. Para Belém, receber a mostra representa um momento importante para a cidade e para o Museu de Arte de Belém.
“É uma satisfação muito grande poder trazer para Belém uma programação tão importante, que é a 36ª Bienal de São Paulo, uma das programações artísticas de maior relevância no cenário nacional”, afirmou.
De acordo com Belém, a realização da Bienal também reafirma o protagonismo do Mabe no cenário nacional e amplia a visibilidade das exposições realizadas no espaço.
“Com isso a gente reafirma o protagonismo do Mabe em nível nacional, das exposições que acontecem aqui, das pessoas que visitam o Museu de Arte de Belém, que é sem dúvida alguma marca da nossa cidade”, disse Igor Normando.
Um novo momento para o Mabe

A inauguração da Bienal também marca, segundo Belém, uma nova fase para o Museu de Arte de Belém. Ele destacou a formação de uma nova diretoria e o processo de reorganização do equipamento cultural, que passa a integrar o Palácio Antônio Lemos como parte do Museu.
“O Palácio, que durante muito tempo foi a sede de Belém, dentro de um mais breve espaço de tempo será um espaço voltado para a nossa cultura. A nossa ideia é que Belém tenha apenas um gabinete aqui, mas as áreas que hoje são ocupadas pela administração da Prefeitura saiam desse local para abrigar aqui espaços culturais, bibliotecas. Marcando um novo tempo para a cultura da nossa cidade”, afirmou.
A Bienal de São Paulo tem caráter itinerante e vem sendo apresentada em diferentes regiões do Brasil e também em outros países. Em Belém, a exposição reúne vídeos, fotografias, esculturas e instalações produzidos por dez artistas brasileiros e estrangeiros.
Para a curadora da Bienal de São Paulo, Anna Roberta Goetz, trazer a exposição para a capital paraense é também uma forma de ampliar o acesso à arte e evidenciar as diferentes formas como uma mostra pode dialogar com cada território.
“É muito importante trazer essa democratização da arte para a cultura paraense, porque nós conseguimos sentir a influência desse investimento, que é público, em diversos espaços do Brasil e como a própria exibição de arte se adapta aos diferentes estados e como isso é importante também para a Região Norte”, destacou.
Programação contínua

A realização da Bienal integra um conjunto de ações de Belém voltadas à consolidação de uma programação contínua de mostras no Museu de Arte de Belém, fortalecendo o Mabe no circuito nacional de museus.
O secretário municipal de Cultura, Michell Durans, afirmou que o Museu vive um momento importante com a chegada da Bienal, especialmente por conta do diálogo do tema da exposição com elementos presentes na realidade amazônica.
“O Mabe está vivendo um grande momento com a Bienal, que traz um tema que tem tudo a ver com a natureza, com os nossos rios e com a Amazônia”, afirmou.
Durans também adiantou que uma nova exposição já está sendo programada para o Museu de Arte de Belém após o encerramento da mostra da Bienal de São Paulo.
Abertura reuniu artistas e representantes da cultura

A solenidade de abertura contou com apresentação da Banda da Guarda Municipal de Belém e participação de artistas, representantes de instituições ligadas à cultura e secretários municipais.
Durante o evento, Michell Durans ressaltou o caráter d
