Com planejamento, tecnologia, reforço operacional e atuação integrada em todo o Estado, a Secretaria fortaleceu o controle de monitorados garantindo segurança no período festivo.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) esteve presente na estratégia de segurança do Carnaval 2026 no Pará, com um plano operacional próprio voltado à prevenção de riscos, ao fortalecimento da disciplina nas unidades prisionais e à fiscalização rigorosa de pessoas sob monitoramento eletrônico. A atuação integra a Operação “Carnaval Seguro 2026”, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), mas com diretrizes específicas no âmbito do sistema penitenciário estadual.
A Operação da Seap começou ainda na sexta-feira (13), com a realização de revista geral e simultânea em todas as 54 unidades prisionais do Estado. A ação, prevista no Manual de Procedimentos Operacionais, faz parte da rotina institucional, mas é intensificada em feriados prolongados, elevando o nível de segurança nas casas penais e reduzindo riscos de ocorrências críticas durante o período de maior movimentação no Estado.

O secretário-adjunto de Gestão Operacional (Sago), Ringo Alex Rayol Frias, avaliou positivamente o trabalho da Seap e suas forças especializadas durante a Operação Carnaval Seguro 2026.
“A Seap faz um balanço positivo da Operação Carnaval 2026, que ocorreu de maneira ordeira e produtiva. Nas unidades prisionais, a fiscalização foi permanente, o controle de acesso foi mantido e, diariamente, a checagem no ambiente carcerário foi realizada de forma técnica para evitar e neutralizar qualquer movimento subversivo contra a ordem e a disciplina”, disse.
A atuação da Seap encerra nesta quarta-feira (18), e foi destacada no plano estratégico executado pela SAGO, que estabelece reforço diário de efetivo, ampliação da vigilância perimetral e atuação permanente da inteligência penitenciária, com foco especial na neutralização de possíveis articulações criminosas.
Ao todo, 640 policiais penais foram empregados diariamente nas unidades, além do suporte de tropas especializadas em regime de sobreaviso, garantindo pronta resposta a qualquer intercorrência.
Inteligência e monitoramento
No ambiente externo, o Grupo de Busca e Recaptura (GBR) atuou na operação Carnaval nos cinco circuitos do Carnaval de Belém. Durante os dias de atividade, nenhuma ocorrência envolvendo monitorados foi registrada.

Em paralelo, a Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME), que desempenha papel decisivo ao intensificar o controle de pessoas sob liberdade monitorada, também esteve atuando na capital do Estado e no interior.
A atuação da CIME ocorreu por meio de Áreas de Interesse Operacional (AIOs) com zonas de exclusão nos perímetros dos eventos oficiais, impedindo a presença de monitorados que possuam restrições judiciais nesses espaços. O acompanhamento ocorre em tempo real e, diante de qualquer indício de violação, o Grupamento de Busca e Recaptura é acionado para fiscalização em campo.
Durante o período carnavalesco, foram realizadas mais de 5 mil ligações aos monitorados para orientações quanto ao cumprimento das regras de monitoramento em todo o estado.

As informações sobre descumprimentos, mandados de prisão ou situações de evasão foram comunicadas ao Poder Judiciário, fortalecendo o fluxo institucional e a efetividade das decisões judiciais, bem como o GBR para fiscalizações nos pontos focais dos eventos oficiais.
A CIME teve como missão subsidiar o Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (SIEDS) com as informações obtidas durante esse período.
Sobre a atuação integrada da Seap com as forças de segurança e ações realizadas externas as unidades prisionais, Ringo Alex destaca o importante papel da Seap. “No âmbito da segurança pública, a Secretaria contribuiu de maneira também diligente, junto com os órgãos que compõem os CIEDS na fiscalização dos monitorados e aquelas pessoas que estão com medidas cautelares adversas à prisão. Isso demonstra um controle efetivo da Seap sobre nossa população carcerária, demonstrando que o ambiente carcerário é território exclusivo do Estado e quem manda é o Estado na figura da Seap”, concluiu.

