O Paysandu saiu vitorioso do clássico do futebol paraense, disputado no Estádio Mangueirão, onde os telões exibiram mensagens de prevenção, principalmente ao feminicídio.
O Estádio Olímpico do Pará – Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém, recebeu na tarde deste domingo (8) mais uma edição do maior clássico do Norte do Brasil, e o mais jogado do planeta: o Re-Pa de número 783, entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club. O jogo, realizado no Dia Internacional da Mulher, contou com a presença de 44.285 torcedores, que fizeram uma grande festa nas arquibancadas. A final do campeonato paraense de futebol terminou com a conquista do título de campeão 2026 pelo Paysandu.
O Governo do Pará aproveitou o grande evento esportivo para intensificar a campanha de conscientização sobre violência contra a mulher, com ênfase em feminicídio. Em apoio à iniciativa, jogadores do Remo e Paysandu entraram em campo vestindo camisas que simbolizavam a campanha promovida pelo Estado.

Em campo, o Paysandu segurou o empate e garantiu o título do Campeonato Paraense de 2026, levantando o 51º troféu estadual de sua história. Na primeira partida da final, o Papão havia vencido pelo placar de 2 a 1.
Após o apito final, os jogadores do Paysandu celebraram a conquista levando o troféu até perto das arquibancadas onde estava a torcida bicolor.
Respeito e proteção – Além da conquista do campeonato pelo Paysandu, o clássico foi marcado pelas ações de conscientização promovidas pelo Governo do Pará, que priorizam o combate ao feminicídio e à violência doméstica e sexual contra meninas, adolescentes e mulheres adultas. Campanhas educativas foram exibidas nos telões do Mangueirão, reforçando a importância do respeito e da proteção às mulheres.

De acordo com o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Cássio Andrade, essas iniciativas são fundamentais para ampliar o debate e levar a mensagem de respeito a toda a sociedade. “O esporte tem um poder enorme de mobilização. Aproveitar um clássico como o Re-Pa, com milhares de pessoas no estádio e milhões acompanhando, é uma oportunidade importante para reforçar a mensagem de combate à violência contra a mulher e de respeito às mulheres em todos os espaços”, destacou Cássio Andrade.

A torcedora e modelo do Clube do Remo, Jéssica Santos, 24 anos, ressaltou a importância da campanha de conscientização. “Eu acho maravilhosa. O nosso Governo está de parabéns! Porque temos que lutar pelos nossos direitos, de viver, de ser livres, e não ter que se preocupar em sair de casa e correr perigo. Estão de parabéns, mais uma vez, nosso governador, e também o nosso prefeito, Igor Normando, pela atitude de apoiar essa causa por nós, mulheres. Nós somos poderosas, e merecemos viver”, disse Jéssica.
Simbologia – As mulheres também participaram de um momento simbólico antes do início do jogo. Elas entraram em campo com os jogadores e fizeram um X vermelho na palma da mão no momento em que as equipes estavam perfiladas para a execução dos hinos. O símbolo é um sinal discreto de pedido de ajuda de mulheres que sofrem violência, e passou a ser utilizado desde 2020, após campanha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A DJ França Almeida também parabenizou o Governo do Pará pela campanha, a qual definiu como “muito importante, porque nós, mulheres, ainda somos muito diminuídas. E nós temos uma força, um poder. Infelizmente, ainda tem muito homicídio, e a gente tem que estar sempre nessa resistência. Porque não é fácil para nós, mulheres, estar aqui no campo, ser torcedora, o que para a gente é muito importante. E essa campanha no estádio está maravilhosa. Eu apoio. Mostra que lugar de mulher é onde ela quiser”.

Valter Feitosa, torcedor do Paysandu, também reforçou a importância da campanha realizada pelo Estado em parceria com os clubes, e disse que a iniciativa é fundamental para ampliar o debate sobre a violência contra as mulheres. “Essa é uma ótima iniciativa do Governo. Hoje, o feminicídio está muito alto em todo o Brasil. Precisamos dar um basta nisso, promover campanhas e buscar formas de frear essa violência. Tudo o que vem acontecendo é muito injusto com as mulheres”, disse Valter.
