No Dia Mundial da Limpeza Urbana, celebrado nesta quinta-feira, Belém reforça a importância de manter os espaços públicos limpos e garantir a destinação correta dos resíduos. Na capital paraense, a secretaria de zeladoria e conservação urbana (Sezel) mantém frentes permanentes de limpeza, conservação e recuperação de áreas públicas, além de ações voltadas à reciclagem, educação ambiental, inclusão produtiva e combate ao descarte irregular, que somam mais de 460 mil toneladas de resíduos coletados somente até o mês passado.
De janeiro a julho de 2026, foram recolhidas mais de 200 mil toneladas de resíduos domiciliares, 100 mil toneladas de entulho e 160 toneladas de resíduos da área da saúde, evitando que esses materiais ficassem acumulados nas vias e espaços públicos de convivência.
A varrição também alcançou números expressivos: foram mais de 98 mil quilômetros de vias varridas manualmente, além de outros 2 mil quilômetros atendidos com varrição mecanizada. As equipes também realizaram mais de 6,5 mil quilômetros de capinação e raspagem.

Entre as estratégias utilizadas está o trabalho dos triciclos, que recolheram cerca de 300 toneladas de resíduos diversos. A atuação ajuda a alcançar áreas onde veículos maiores têm dificuldade de acesso e reforça a limpeza de diferentes regiões da cidade.
A transformação pode ser observada em diferentes pontos da cidade. Na avenida Pedro Álvares Cabral, na Sacramenta, uma área que já foi considerada ponto crítico de descarte irregular hoje conta com um Ecoponto em funcionamento. Na avenida Bernardo Sayão, no Jurunas, uma área que também enfrentava o problema, além de sofrer com alagamentos constantes, passa por obras de urbanização e terá, futuramente, um novo Ecoponto.
O combate ao descarte irregular também passa pela educação ambiental. Em Belém, o trabalho de orientação e conscientização da população foi fundamental para a eliminação de mais de 30 pontos críticos de descarte irregular entre 2025 e 2026. No início da gestão atual, a cidade tinha 88 pontos mapeados.

A conscientização é essencial para que os locais recuperados não voltem a ser utilizados como pontos de descarte. Ao compreender os impactos que o lixo provoca na drenagem, na saúde, no meio ambiente e na própria qualidade de vida, a população passa a ter um papel ativo na preservação dos espaços públicos.
Além da recuperação de pontos críticos, o trabalho de zeladoria atua diretamente na manutenção dos canais e das estruturas de drenagem de Belém. No primeiro semestre de 2026, foram retiradas mais de 108 mil toneladas de resíduos dos canais, por meio de dragagem mecânica, feita com a utilização de máquinas pesadas, e limpeza manual.

As ações também incluíram a desobstrução manual de comportas, bocas de canais, e limpeza de mais de 15 mil bueiros. Ainda nos bueiros, as equipes também realizaram a limpeza com caminhões hidrojato, alcançando 297.807 metros de redes, o equivalente a quase 300 quilômetros. Esta manutenção ajuda a preservar o funcionamento do sistema de drenagem, reduzir o acúmulo de resíduos e minimizar os impactos provocados pelo descarte irregular em canais, redes e estruturas de captação.
Ecoponto oferece alternativa ao descarte irregular
Na avenida Pedro Álvares Cabral, no bairro da Sacramenta, Belém inaugurou um ecoponto, que funciona desde o dia 14 de janeiro. O espaço conta com o trabalho de cooperativas que atuam na triagem e coleta dos resíduos entregues pela população. Lá, a população pode descartar entulhos, como restos de construção, móveis, tijolos; e resíduos recicláveis, como garrafas de vidro e plástico, oferecendo aos moradores uma alternativa adequada para materiais que não devem ser abandonados em vias públicas, calçadas, canais ou terrenos.
O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 12h, e já recebeu mais de 160 toneladas de resíduos, entre papel e papelão, plásticos diversos, metais e alumínio, vidros, madeira, eletrônicos e pneus. O Ecoponto recebe até 1 metro cúbico de resíduos por pessoa por dia.
A estrutura também é vista pelos moradores como uma alternativa importante para manter as ruas limpas e estimular o reaproveitamento dos materiais. Eletricista e morador da Sacramenta há mais de 30 anos, Marcos Teixeira, de 50 anos, destaca como o Ecoponto pode contribuir para a limpeza do bairro e para a geração de renda.

“Esse ecoponto veio para somar. Muitas vezes as pessoas descartavam todo o tipo de resíduo que prejudicava as vias públicas. Então esse espaço é fundamental porque aqui, além de nos ajudar a manter o nosso bairro limpo, ajuda muita gente que recicla e reaproveita esses materiais, gerando mais emprego e fonte de renda para a população”, destaca o eletricista
