Programa Saúde na Escola chega a 296 unidades em Belém

A Escola Municipal Avertano Rocha, no distrito de Icoaraci, recebeu uma ação do Programa Saúde na Escola (PSE) da campanha Setembro Amarelo, de promoção da saúde mental, alcançando a marca de 296 unidades atendidas pela iniciativa. A atividade, executada por Belém, por meio da secretaria municipal de saúde, em parceria com a secretaria municipal de educação, reuniu estudantes e profissionais da educação.

A programação realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), contou com oficinas, dinâmicas e atividades educativas sobre a identificação de sinais de sofrimento emocional e a importância de buscar ajuda. Os estudantes também conheceram a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital.

A estudante Helen Figueiredo destacou a importância do autocuidado e da saúde mental

A estudante Helen Hadassa Figueiredo, do 7º ano da Escola Municipal Avertano Rocha, participou das atividades.

“Eu achei uma ideia bem criativa e gostei de retratar o tema do Setembro Amarelo. É um assunto muito importante, principalmente porque estamos em uma escola com muitas crianças e adolescentes. Acho importante falar sobre isso para que a gente possa aprender a cuidar mais de nós mesmos e também prestar atenção em quem está ao nosso redor. Eu aprendi que é importante a gente se cuidar, conseguir conversar e desabafar quando não está bem, e não guardar os sentimentos ruins. Às vezes, uma conversa pode fazer muita diferença”, afirmou a aluna.

A aluna Maria Clarah Pantoja destacou a importância de ampliar o diálogo sobre saúde mental entre os adolescentes

Para a estudante Maria Clarah Pereira Pantoja, de 13 anos, do 7º ano, as ações realizadas no ambiente escolar também contribuem para ampliar o diálogo sobre saúde mental entre os adolescentes.

“Eu gostei da ação de hoje sobre o tema do Setembro Amarelo, sobre a preocupação com os adolescentes e com a nossa saúde mental. Eu aprendi que, muitas vezes, a gente se compara com outras pessoas por elas terem uma aparência que está dentro dos padrões da sociedade. E a gente precisa aprender que somos diferentes uns dos outros, no nosso jeito, na nossa personalidade e na nossa aparência.”

Yohana Damasceno, coordenadora do PSE da Sesma, enfatizou a importância da integração entre saúde e educação nas ações realizadas nas escolas

De acordo com Yohana Damasceno, coordenadora do Programa Saúde na Escola na secretaria municipal de saúde, a integração entre saúde e educação é fundamental para fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde no ambiente escolar.

“O Programa Saúde na Escola aproxima as áreas de saúde e educação para promover a prevenção e o cuidado com nossos estudantes. Levar essas ações para dentro das escolas é muito importante, porque conseguimos estar mais próximos das crianças e dos adolescentes e trabalhar temas que fazem parte da rotina deles. Por meio do PSE abordamos saúde mental, vacinação, alimentação saudável, saúde bucal, prevenção de doenças e outros temas importantes. Essa parceria fortalece a cultura do cuidado e contribui para uma formação mais saudável e integral dos nossos estudantes.”

Mais escolas, maior alcance

Das 296 escolas atendidas, 246 (133 municipais e 113 em estaduais) são pactuadas, ou seja, em unidades que formalizaram um compromisso para receber ações permanentes de promoção da saúde, prevenção de doenças e atenção à saúde dos estudantes. Outras 50 escolas municipais não pactuadas também receberam atividades do programa por meio de solicitação da Secretaria Executiva da Primeira Infância (Sepid), com o objetivo de ampliar a cobertura das ações e contemplar todas as crianças na faixa etária de 0 a 6 anos.

As escolas pactuadas reúnem 15 mil estudantes no ciclo 2025/2026 do PSE. A expansão representa um aumento expressivo em relação ao período de 2021 a 2024, quando o PSE contava com 104 escolas pactuadas.

O programa desenvolve ações em 14 temáticas de saúde, entre elas saúde mental, alimentação saudável, saúde sexual e reprodutiva, saúde bucal, vacinação, direitos humanos e cultura de paz. As atividades incluem rodas de conversa, ações educativas e recreativas, dinâmicas, aplicação de materiais educativos e atualização da caderneta de vacinação.

Indicadores apontam para resultados positivos

O acompanhamento do PSE é realizado por meio de dois indicadores. No ciclo 2025/2026, o indicador 1, que considera as escolas que realizaram pelo menos uma das 14 ações do programa, alcançou o índice de 91,46% em Belém, e o indicador 2, que considera a realização das ações prioritárias, entre elas saúde mental, alimentação saudável, saúde sexual, vacinação, cultura de paz e direitos humanos, chegou a 79,67%. Assim, o município alcançou 100% da meta estabelecida para os dois indicadores no ciclo 2025/2026.

A ampliação do programa é resultado da atuação articulada entre as áreas de saúde e educação, envolvendo equipes da secretaria municipal de saúde, da secretaria municipal de educação, da secretaria de estado de educação e da secretaria de estado de saúde pública, além de parceiros como o Unicef.

De 104 escolas pactuadas no período de 2021 a 2024 para 246 no ciclo 2025/2026, o Programa Saúde na Escola continua a expandir suas ações em Belém.