Belém ouve feirantes do Telégrado sobre projeto do Novo Complexo

Ouvir quem vive diariamente o espaço é uma das etapas para construir uma intervenção que atenda às necessidades de trabalhadores e consumidores. Com esse objetivo, Belém, por meio da secretaria municipal de infraestrutura, realizou, na manhã desta quinta-feira, uma escuta ativa com os feirantes do Telégrafo. A iniciativa ocorreu na Feira do Telégrafo e faz parte do processo de revisão e aperfeiçoamento do projeto do Novo Complexo da Feira do Telégrafo.

Para realizar o levantamento, as equipes da secretaria formaram em três grupos, que percorreram diferentes pontos da área: o mercado, a avenida Senador Lemos e a rua Magno de Araújo. Durante as conversas, foram coletadas informações como dados pessoais dos permissionários, segmento de atuação, quantidade de barracas e equipamentos utilizados, além da situação do cadastro junto à secretaria municipal de desenvolvimento econômico e os comprovantes de permissão.

Técnicos da secretaria levantam dados dos permissionários.
Equipe da secretaria percorre a feira para ouvir os trabalhadores.
Equipe da secretaria realiza levantamento no interior do mercado do Telégrafo.

O levantamento é necessário para definir com precisão a quantidade de trabalhadores que serão contemplados pelo novo projeto e, a partir dessas informações, adequar a estrutura às necessidades de quem utiliza o espaço diariamente.

“Estamos aqui para ouvir os permissionários e ajustar o projeto às necessidades de quem trabalha na feira”, explica Fábio Rodrigues, titular da secretaria.

O titular da secretaria de infraestrutura, Fábio Rodrigues, explicou que a iniciativa busca aperfeiçoar a proposta a partir das informações apresentadas pelos próprios trabalhadores.

“Hoje, a secretaria inicia um processo de aperfeiçoamento do projeto de requalificação da feira e do mercado do Telégrafo. Estamos passando de barraca em barraca, de permissionário em permissionário, para compreender suas necessidades e saber exatamente o que cada um comercializa. Com essas informações, vamos ajustar o projeto e definir a melhor forma de acomodar os trabalhadores dentro do mercado.”

Escuta com feirantes reúne informações e sugestões para adequar o projeto do Novo Complexo do Telégrafo.

Projeto será ajustado a partir das demandas

Além dos dados cadastrais, a escuta também permite que os feirantes apresentem reclamações, sugestões e necessidades relacionadas ao funcionamento do espaço. As informações serão analisadas pela equipe técnica para que sejam incorporadas ao projeto de requalificação.

O objetivo é proporcionar melhores condições de trabalho, circulação e atendimento ao público, considerando tanto os trabalhadores quanto os moradores e consumidores que frequentam a região.

Secretaria acompanha de perto as demandas dos feirantes.
Secretaria realiza escuta com os feirantes do Telégrafo.

A expectativa da equipe técnica é concluir o levantamento entre esta quinta-feira e sexta-feira. Permissionários que ainda precisarem apresentar algum comprovante ou regularizar informações junto à secretaria poderão complementar os dados posteriormente.

Após a consolidação das informações, o projeto será novamente analisado e ajustado. A previsão apresentada pela equipe é de que em aproximadamente 15 dias seja concluída uma nova versão da proposta e elaborado um plano de ação para a retomada da obra.

Equipe da secretaria realiza levantamento na Feira do Telégrafo.

Fábio Rodrigues destacou que a intervenção não prevê uma ampliação do prédio existente, mas uma requalificação da estrutura atual e reorganização dos espaços destinados aos trabalhadores.

“Assim que concluirmos o levantamento, vamos ajustar o projeto para planejar a execução da obra. A proposta não é ampliar o mercado, mas requalificar o espaço. O pessoal que está na Magno de Araújo, no segmento de farinha, permanecerá lá, e vamos encontrar uma forma de acomodar os demais trabalhadores no interior do mercado”, explicou o secretário.

Feirantes relatam expectativas com a mudança

A escuta também foi marcada pelo relato de trabalhadores que atuam há muitos anos na região e que acompanham as discussões sobre a reestruturação do espaço.

Daniel Lopes, permissi